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Eu não nasci e cresci em Utah entre os Mórmons mas fui criado por uma família católica na Itália.

Quando eu tinha 10 anos de idade meu pai morreu devido a um câncer de pulmão (ele fumava cigarros) aos 47 anos de idade. Sua morte mudou tudo em minha vida. Eu era então o filho único de uma jovem mãe viúva (minha mãe tinha 33 anos de idade).

Apesar de todos os esforços feitos pela minha mãe para me ajudar a lidar com a situação, rapidamente eu percebi que algo tinha mudado, não só na minha vida normal, mas também dentro de mim. Eu não me sentia mais como as muitas outras crianças, que podiam ser apenas crianças sem muitos problemas, e especialmente sem muitas perguntas sobre a vida e sem sentir uma subia tristeza.

Por causa da morte de meu pai, eu percebi que algumas pessoas começaram a me tratar de maneira diferente e, ao longo do tempo tive que enfrentar algumas duras questões sobre o sentido de nossa existência aqui na terra.

Eu não percebi a importância do que se passava dentro de mim até eu ter a idade de 13 ou 14 anos. Contudo, com a idade de 14 anos eu estava começando a me sentir muito insatisfeito com o mundo em torno de mim e com as respostas que meus professores, familiares e religiosos me davam sobre as questões importantes da vida.

Eu estava começando a perceber que talvez estivesse faltando algo nas crenças da maioria das pessoas em torno de mim, mas eu não estava certo do quê.

É importante salientar que a presença da Igreja Católica foi muito forte em meu ambiente familiar, e que ainda posso lembrar de uma situação, quando eu tinha cerca de 9 ou 10 anos de idade, em que durante uma aula na escola sobre as pessoas de outras crenças, eu perguntei a mim mesmo: “Como podem as pessoas não serem católicas? Eles não sabem que todos eles irão viver para sempre no inferno? Porque eles não mudam de religião e tornam-se todos católicos?”. Essa foi a força da tradição católica no ambiente em que eu vivia.

A morte do meu pai, no entanto, começou a mudar a minha posição. O Senhor às vezes trabalha de forma misteriosa para realizar seus propósitos.

De fato, depois da morte de meu pai, minha mãe diminuiu seu envolvimento com a Igreja Católica. Ela ainda era católica, mas, talvez porque ela não encontrou o que estava procurando para lhe ajudar com essa difícil situação de perda, ela começou a buscar em outros lugares.

Ela começou a ler livros sobre religiões e filosofias orientais, como Ioga, Zen, Budismo e ela tornou-se praticante do Ioga.

Sua exploração abriu um mundo novo para mim. De repente, eu estava lendo sobre outras religiões e filosofias e fui descobrindo que havia várias coisas interessantes para serem aprendidas.

Comecei a perceber que talvez na Igreja Católica não houvessem as melhores respostas para as perguntas da vida.

Além disso, eu comecei a me familiarizar com os conceitos de progressão espiritual e a idéia de auto-aperfeiçoamento espiritual.

Não que estes conceitos sejam completamente ausentes na tradição católica, mas na vida cotidiana de um católico isso é coisa quase inexistente, uma vez que este aspecto é apenas enfatizado para aqueles que abandonam a vida “normal” e tornam-se padres ou freiras.

O meu religioso favorito foi São Francisco de Assis, mas eu não gostava da idéia de que um homem ou mulher religiosos deveriam desistir do casamento para seguir uma vida religiosa plena.

Eu tinha um amigo querido, Stefano, que era um dos membros de um pequeno grupo protestante. Eu sempre foi atraído pelo fato de que este e outros grupos protestantes tinham rejeitado o princípio do celibato em suas igrejas. Quando as pessoas como eu estão imersas em uma forte cultura católica, estes pequenos exemplos ou idéias podem fazer uma grande diferença ao longo do tempo e nos podem dar a coragem de perseguir algo diferente, apesar da forte pressão da tradição.

Quando eu tinha 15 anos de idade, passei por outra importante experiência. O cenário foi o de uma viagem a Roma. O objetivo da viagem era para a juventude católica de toda a Europa encontrar-se com o Papa.

Naquela época eu estava envolvido com a juventude da minha paróquia, mesmo quando eu já estava começando a questionar algumas crenças. Durante essa viagem, algo especial aconteceu.

Especificamente neste dia, milhares de jovens estavam preparados para encontrar o Papa na Basílica de São Pedro.

Tínhamos sido preparados há meses para este encontro especial. Jovens de toda a Europa tinham viajado para estar alí. Obviamente, o Papa não estava presente quando chegamos e por isso todos que estavam reunidos ali no piso da igreja começaram a cantar.

Eu realmente não cantava, mas eu ouvi, por alguns instantes os cantos gregorianos, e depois comecei a não me sentir bem.

Eu tinha grandes expectativas sobre esta visita especial ao Papa, mas depois de um tempo comecei a pensar: “O que estou fazendo aqui? Por que eu estou aqui afinal? Só por que outras pessoas me disseram que seria especial?”.

Eu fiquei em duvida por um tempo, e então decidi me levantar e sair. Tive uma sensação de alívio quando eu deixei aquela estranha atmosfera na Basílica São Pedro.

Eu tinha um tio que morava em Roma e decidi visitá-lo e passar algum tempo com sua família em vez de ficar naquela reunião com o Papa.

No caminho de volta para minha cidade, no norte da Itália, enquanto ainda estava no trem tive a oportunidade de dizer o que eu tinha feito para o nosso guia, um sacerdote muito amigável. Eu disse-lhe sobre os meus sentimentos, minhas dúvidas, e sobre o fato de ter saído da reunião.

Comecei a fazer algumas perguntas sobre as crenças católicas. Após me ouvir e discutir comigo durante algum tempo, ele finalmente disse: “Se você acredita nestas coisas, então você não é um católico”. Isso foi realmente uma afirmação forte e desafiadora, um convite de volta à ortodoxia. Fiquei um pouco perplexo, mas eu respondi: “Então, eu provavelmente não sou um católico!”

Suponho que o Espírito do Senhor estava presente naquele dia me dando apoio e abrindo minha mente, porque me senti aliviado quando eu disse o que eu realmente estava pensando, e não estava com medo da reação do sacerdote.

Após esse episódio, a minha busca de respostas foi direcionada principalmente para fora da Igreja Católica.

Quando confrontado com minhas perguntas, o sacerdote não encontrou nada melhor para me sugerir a não ser que eu tivesse uma fé cega ou que me considerasse um herege! (continúa…)

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Neste video um senador brasileiro fala a respeito da Igreja Mormón e da família. Os profetas Mórmons sempre tiveram bastante para dizer sobre a família. Os Mórmons vêem a família como a unidade básica da sociedade e da igreja.

No documento, A Família: Proclamação ao Mundo, lemos que

A família foi ordenada por Deus. O casamento entre o homem e a mulher é essencial para Seu plano eterno. Os filhos têm o direito de nascer dentro dos laços do matrimônio e de ser criados por pai e mãe que honrem os votos matrimoniais com total fidelidade. A felicidade na vida familiar é mais provável de ser alcançada quando fundamentada nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. O casamento e a família bem sucedidos são estabelecidos e mantidos sob os princípios da fé, da oração, do arrependimento, do respeito, do amor, da compaixão, do trabalho e de atividades recreativas salutares.

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O Presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é o profeta de Deus na Terra atualmente. Como mensageiro do Senhor, o profeta recebe mandamentos, profecias e revelações de Deus. Cabe ao profeta a responsabilidade de dar a conhecer à humanidade a vontade e a verdadeira natureza de Deus e demonstrar o significado de seus procedimentos em relação aos homens. O profeta denuncia o pecado e prediz as suas consequências. Ele é um pregador da retidão. Em certas ocasiões o profeta pode ser inspirado a predizer o futuro em benefício da humanidade. A sua responsabilidade principal, entretanto, é prestar testemunho de Cristo.

Os profetas de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias depois da restauração do evangelho foram:

* Joseph Smith (1832–1844)
* Brigham Young (1844-1877)
* John Taylor (1877-1887)
* Wilford Woodruff (1887-1898)
* Lorenzo Snow (1898-1901)
* Joseph F. Smith (1901-1918)
* Heber J. Grant (1918-1945)
* George Albert Smith (1945-1951)
* David O. McKay (1951-1970)
* Joseph Fielding Smith (1970-1972)
* Harold B. Lee (1972-1973)
* Spencer W. Kimball (1973-1985)
* Ezra Taft Benson (1985-1994)
* Howard W. Hunter (1994-1995)
* Gordon B. Hinckley (1995-2008)

* Thomas S. Monson (2008-present)

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O livro de mórmon já foi publicado em mais do que 100 idiomas para o beneficio de membros e não membros da Igreja mórmon no mundo inteiro.

O Livro de Mórmon ( Outro Testamento de Jesus Cristo) é um volume de escrituras sagradas que testifica de Jesus Cristo e registra a comunicação de Deus com os antigos habitantes das Americas. Os Santos dos Últimos Dias acreditam que o Livro de Mórmon é a palavra de Deus e um testamento que acompanha a Bíblia Sagrada. Joseph Smith traduziu o Livro de Mórmon para o inglês na época de 1820 e desde então outros traduziram da versão em inglês para dúzias de outras línguas. O livro contém a promessa de que quem lê-lo sinceramente, ponderar sobre ele e perguntar a Deus se ele é verdadeiro, receberá a certeza pelo poder do Espírito Santo.

O livro foi escrito por muitos profetas antigos, pelo espírito de profecia e revelação. Suas palavras, escritas em placas de ouro, foram citadas e resumidas por um profeta-historiador chamado Mórmon. O registro contém um relato de duas grandes civilizações. Uma veio de Jerusalém no ano 600 a.C. e posteriormente se dividiu em duas nações, conhecidas como nefitas e lamanitas. A outra veio muito antes, quando o Senhor confundiu as línguas na Torre de Babel. Este grupo é conhecido como jareditas. Milhares de anos depois, foram todos destruídos, esceto os lamanitas, que são os principais antepassados dos índios americanos.

O acontecimento de maior relevância registrado no Livro de Mórmon é o ministério pessoal do Senhor Jesus Cristo entre os nefitas, logo após sua ressurreição. O livro expõe as doutrinas do evangelho, delineia o plano de salvação e explica aos homens o que devem fazer para ganhar paz nesta vida e salvação eterna no mundo vindouro.

Com respeito a este registro o Profeta Joseph Smith declarou: “Eu disse aos irmãos que o Livro de Mórmon era o mais correto de todos os livros da Terra e a pedra fundamental de nossa religião; e que seguindo seus preceitos o homem se aproximaria mais de Deus do que seguindo os de qualquer outro livro.”

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Como podemos conhecer e distinguir o que for verdadeiro daquilo que não é? As escrituras da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja mórmon) nos ajudam a saber

Em verdade, em verdade eu te digo: Se desejas mais um testemunho, volve tua mente para a noite em que clamaste a mim em teu coração a fim de saberes a respeito da veracidade destas coisas.  Não dei a tua mente quanto ao assunto? Que maior testemunho podes ter que o de Deus? (D&C 6:22-23)

Um profeta do Senhor commentou,

Em todos os lugares em que o evangelho de Cristo chegou, milhares de homens e mulheres o aceitaram e testificaram terem recebido um testemunho pessoal da divindade da obra na qual estamos envolvidos como santos dos últimos dias após terem orado pedindo um testemunho a Deus. Esse testemunho não veio por meio do estudo nem da inteligência natural que Deus concedeu a eles, mas em resposta a orações honestas e sinceras, feitas em nome de Jesus Cristo nosso Redentor, em busca de luz e conhecimento no tocante à divindade desta obra (Heber J. Grant – Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, p. 175)

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Elder Ballard: Compartilhar o Evangelho Usando a Internet

janeiro 5, 2009 | 1 Comment

Élder M. Russell Ballard Do Quórum dos Doze Apóstolos

Estou em meu octogésimo ano de vida. Dependendo de como as contas são feitas, isso me torna muito velho. Na verdade, alguns acham que algumas das Autoridades Gerais talvez sejam velhas demais para saber o que se passa em nosso mundo. Permitam-me assegurar-lhes que estamos bem cientes.

Um Mundo em Mudanças

Num espaço de aproximadamente 80 anos, vi muitas mudanças. Quando comecei minha missão na Inglaterra, em 1948, o jeito mais comum pelo qual as pessoas recebiam notícias era por meio de jornais e do rádio.

Como o mundo é diferente hoje. Para muitos de vocês, caso leiam jornais, é muito provável que os leiam na Internet. Vivemos no mundo do ciberespaço, de telefones celulares que capturam vídeo, downloads de vídeo e música, redes de relacionamento social, mensagens de texto e blogs, computadores de mão e podcasts.

Este é o mundo do futuro, com invenções inimagináveis — do tipo que surgirão em sua época, assim como surgiram na minha. Como você usará essas maravilhosas invenções? Para ser mais direto, como você as usará para promover o trabalho do Senhor?

Você tem uma grande oportunidade de ser uma poderosa força para o bem na Igreja e no mundo. É verdadeiro o antigo adágio de que “a caneta é mais poderosa que a espada”.1 Em muitos casos, é com palavras que você realizará as grandes coisas que se dispôs a fazer. E é principalmente a respeito das maneiras de compartilhar essas palavras que eu quero conversar com você.

Desde seu início, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem usado o poder da palavra impressa para disseminar a mensagem do evangelho restaurado pelo mundo. Através dos séculos, a mão do Senhor tem participado disso, ao inspirar pessoas a inventarem ferramentas que facilitam a disseminação do evangelho. A Igreja tem adotado e abraçado essas ferramentas, inclusive os meios impressos, as mídias de difusão e a Internet.

Talvez haja poucas invenções que tenham tido um impacto tão grande no mundo como a prensa tipográfica, inventada pelo inspirado Johannes Gutenberg por volta de 1436. A prensa tipográfica permitiu que o conhecimento, inclusive aquele contido na Bíblia Sagrada, fosse compartilhado mais amplamente que nunca.

A Internet: Uma Prensa Tipográfica Moderna

Atualmente, a Internet é um equivalente moderno da prensa tipográfica. A Internet permite que cada pessoa seja um editor, faça sua voz ser ouvida, e está revolucionando a sociedade. Antes da Internet, havia grandes barreiras para se imprimir algo. Publicar algo consumia dinheiro, poder, influência, e uma grande quantidade de tempo. Hoje, porém, em virtude do aparecimento de algo que alguns chamam de a Nova Mídia, que é possível por causa da Internet, muitas dessas barreiras foram eliminadas. A Nova Mídia consiste de ferramentas na Internet que tornam possível a praticamente qualquer pessoa publicar ou transmitir algo, tanto para grandes audiências quanto para públicos específicos. Já mencionei algumas dessas ferramentas. O aparecimento da Nova Mídia está facilitando uma conversação mundial sobre praticamente qualquer assunto, inclusive religião, e praticamente qualquer pessoa pode participar. Esse equivalente moderno da prensa tipográfica não está reservado apenas para a elite.

Porém, algumas dessas ferramentas — como ocorre com qualquer ferramenta em mãos inexperientes ou indisciplinadas — podem ser perigosas. A Internet pode ser usada para proclamar o evangelho de Jesus Cristo e, com a mesma facilidade, pode ser usada para vender a sujeira e a imundície da pornografia. Aplicativos como o iTunes pode ser usado para baixar tanto uma música edificante e inspiradora quanto o pior tipo de letra agressiva e cheia de palavrões. As redes de relacionamento social na Web podem ser usadas para ampliar amizades saudáveis com a mesma facilidade com que podem ser usadas por predadores que tentam atrair e aprisionar os descuidados. Isso não é diferente do modo como as pessoas escolhem usar a televisão ou filmes ou até mesmo uma biblioteca. Satanás é sempre rápido em explorar o poder negativo das novas invenções, em estragar, degradar e neutralizar qualquer efeito para o bem. Certifique-se de que as escolhas que você faz ao usar a Nova Mídia sejam escolhas que ampliem a mente, aumentem as oportunidades e nutram a alma.

Como sabem, a Nova Mídia já teve um impacto profundo no antigo mundo dos jornais e outras mídias tradicionais. Houve um tempo em que, como líder da Igreja, eu dava uma entrevista a um jornal e depois esperava um dia ou dois para que ela aparecesse num canto obscuro e sem importância do jornal. Aí, o jornal era jogado fora, e qualquer impacto que a entrevista pudesse ter era dissipado bem rápido.

Agora, enquanto estou saindo de um compromisso para ir para o próximo, o relatório da minha visita ou entrevista começa a aparecer quase imediatamente no site do jornal ou em blogs, onde ele pode ser copiado e distribuído por toda a rede. Pode-se ver a importância que as palavras certas têm atualmente. As palavras registradas na Internet não desaparecem. Qualquer pesquisa no Google ou no Yahoo! encontrará as palavras ditas por alguém, provavelmente durante muito tempo.

Um caso ilustra bem isso: Em 2007, a NBC Television veio a Salt Lake para uma entrevista comigo, que fazia parte de uma história que essa rede estava produzindo sobre a Igreja. O repórter Ron Allen e eu passamos uma hora juntos na capela que fica no Edifício Memorial Joseph Smith. Conversamos extensivamente sobre a Igreja. Alguns dias mais tarde, a história apareceu e, no segmento de 4 minutos que foi ao ar, havia uma curta citação de mais ou menos 6 segundos, tirada da entrevista de uma hora. Foi apenas o tempo suficiente para que eu testificasse de nossa fé em Jesus Cristo como o centro de tudo em que acreditamos. Repito, foram usados apenas seis segundos de uma entrevista de 60 minutos. Aqueles seis segundos são bem típicos, na verdade, para a mídia tradicional da TV, que pensa e põe no ar segmentos muito curtos. A grande diferença de antigamente para hoje em dia é que o repórter também colocou 15 minutos da nossa entrevista no site da NBC Nightly News. E aqueles 15 minutos ainda estão lá. Aquilo que dizemos não mais aparece e some da tela num instante, mas continua como parte de um arquivo permanente e pode aparecer em outros sites que reúnam o conteúdo. As pessoas que usam os mecanismos de busca da Internet para localizar tópicos sobre a Igreja encontrarão aquela entrevista e muitas outras.

Essas ferramentas permitem que organizações e pessoas evitem completamente a mídia dos noticiários e publiquem ou transmitam suas mensagens na íntegra para a audiência que querem atingir.

Por exemplo, no ano passado, o Departamento de Assuntos Públicos da Igreja fez uma entrevista com o Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Apóstolos, e o Élder Lance B. Wickman, dos Setenta, com relação à posição da Igreja sobre a atração por pessoas do mesmo sexo. Antigamente, para comunicar a nossa mensagem ao público sobre uma questão como essa, teríamos que confiar na mídia dos noticiários. Porém, essa entrevista minuciosa foi feita pela equipe de Assuntos Públicos da Igreja e publicada por completo no Website da Igreja, sem ser filtrada pela mídia dos noticiários.

Juntar-se à Conversa

Constantemente, há conversas sobre a Igreja acontecendo. Essas conversas continuarão, quer decidamos participar delas ou não. Mas não podemos ficar de lado assistindo, enquanto outras pessoas, inclusive aqueles que nos criticam, tentam definir o que a Igreja ensina. Enquanto algumas conversas têm audiências de milhares ou até de milhões, a maioria tem muito, muito menos. Porém, todas as conversas influenciam aqueles que tomam parte nelas. A idéia que alguém faz da Igreja é estabelecida em conversas que se seguem uma de cada vez.

A dificuldade é que há pessoas demais participando das conversas sobre a Igreja para que os funcionários da Igreja conversem e respondam a cada um individualmente. Não podemos responder a cada pergunta, satisfazer a cada consulta, e reagir a cada inexatidão que existe. Precisamos nos lembrar de que há uma diferença entre o interesse e a mera curiosidade. Às vezes, as pessoas querem apenas saber o que é a Igreja. E há pessoas que buscam respostas e querem que elas venham diretamente de um membro da Igreja. Elas gostam de conversas feitas de uma pessoa para outra.

Todos vocês sabem que os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são continuamente lembrados e incentivados a compartilhar o evangelho com outras pessoas. A Igreja está sempre procurando as maneiras mais eficientes de declarar sua mensagem. Pregar o evangelho da Restauração sempre foi algo especial para mim. Adorei ser missionário na Inglaterra. Adorei ser presidente de missão no Canadá. E gosto demais do meu chamado atual, que me dá oportunidades de partilhar a mensagem da Restauração do evangelho com o mundo e de testificar que Deus, o Pai, e Seu Filho, Jesus Cristo, apareceram ao Profeta Joseph Smith em 1820. Por intermédio de Joseph, o evangelho que Jesus estabeleceu nos tempos do Novo Testamento foi trazido de volta. Ele tinha-se perdido com a morte dos primeiros Apóstolos. Posso falar ao mundo todo sobre o meu conhecimento de que a autoridade do sacerdócio, a doutrina e as ordenanças da Igreja do Novo Testamento estão novamente sobre a Terra. Esse é o trabalho mais importante do qual podemos participar.

Agora, peço que vocês se juntem à conversa, participando na Internet para compartilhar o evangelho e explicar, em termos simples e claros, a mensagem da Restauração. A maioria de vocês já sabe que, se têm acesso à Internet, podem iniciar um blog em minutos e começar a compartilhar o que sabem ser a verdade. Podem baixar vídeos da Igreja e de outros sites adequados, inclusive do newsroom.lds.org, e enviá-los a seus amigos. Podem escrever para sites da mídia na Internet que informam sobre a Igreja e manifestar sua opinião sobre a exatidão das reportagens. É claro que isso exige que vocês entendam os princípios básicos do evangelho.

Um número demasiadamente grande de pessoas tem pouca compreensão sobre a Igreja porque a maioria das informações que ouvem sobre nós vêm de reportagens da mídia que muitas vezes são impulsionadas pela controvérsia. Uma atenção excessiva à controvérsia exerce um impacto negativo sobre a percepção das pessoas a respeito do que é, de fato, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Recentemente, um colunista, escrevendo em um grande jornal dos Estados Unidos, foi irresponsavelmente inexato em sua descrição da Igreja e de nossas crenças e práticas. Dezenas, e talvez até centenas de membros da Igreja e outras pessoas que compreendem nossas crenças, fizeram comentários no Website do jornal, corrigindo as percepções errôneas que ele estava espalhando e pedindo que escrevesse com exatidão.

Exemplos de Coisas Que Você Pode Fazer

Gostaria de dar outros exemplos de como os membros da Igreja estão usando a Nova Mídia.

Um membro da Igreja que mora no Meio-Oeste dos Estados Unidos faz um esforço coordenado para compartilhar o evangelho todos os dias, pessoalmente. Depois, ele escreve em um blog sobre seus esforços diários em partilhar os ensinamentos do Livro de Mórmon e em dar cartões da amizade a todos os que encontra. Seu esforço de compartilhar o evangelho de modo tão diligente é admirável, e seu esforço extra em escrever sobre isso sem dúvida inspira muitos outros a fazerem o mesmo.

Outros registraram e colocaram seu testemunho sobre a Restauração, os ensinamentos do Livro de Mórmon, e outros assuntos do evangelho em populares sites de compartilhamento de vídeo. Você também pode contar a sua história a não-membros dessa maneira.

Use histórias e palavras que eles compreendam. Fale honesta e sinceramente sobre a influência que o evangelho tem exercido em sua vida, sobre como ele o ajudou a vencer fraquezas ou dificuldades e ajudou a definir seus valores.

A audiência dessas e de outras ferramentas da Nova Mídia pode muitas vezes ser pequena, mas o efeito cumulativo de milhares de histórias assim pode ser grande. O esforço combinado com certeza compensa os resultados, mesmo que apenas algumas pessoas sejam influenciadas por suas palavras de fé e amor a Deus e a Seu Filho, Jesus Cristo.

A Restauração do evangelho de Jesus Cristo sem dúvida teve uma forte influência em sua vida. Em parte, ela moldou quem você é e como será o seu futuro. Não tenha medo de partilhar a sua história com outras pessoas — suas experiências como seguidor do Senhor Jesus Cristo. Todos nós temos histórias interessantes que influenciaram nossa identidade. Compartilhar essas histórias é um modo de falar com outras pessoas que não gera intimidação. Contar essas histórias pode ajudar a desmistificar a Igreja. Você pode ajudar a vencer concepções errôneas por meio de sua própria esfera de influência, que deve incluir a Internet.

Coisas a Evitar

Cada discípulo de Cristo será muito eficiente e fará o maior bem possível se adotar uma conduta digna de um seguidor do Salvador. As discussões centralizadas em argumentações, debates e incertezas sobre os princípios do evangelho pouco contribuem para a edificação do reino de Deus. O Apóstolo Paulo admoestou-nos a não nos “[envergonharmos] do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação” (Romanos 1:16). Que fiquemos todos firmes e falemos com fé ao compartilhar nossa mensagem com o mundo. Muitos de vocês são ex-missionários e podem manter uma conversa significativa no idioma que aprenderam na missão. O alcance de sua influência pode ser internacional.

Ao participar dessa conversa e usar as ferramentas da Nova Mídia, lembrem-se de quem são: santos dos últimos dias. Lembrem-se, como diz o provérbio: que “a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15:1). E lembrem-se de que a discórdia é do diabo (ver 3 Néfi 11:29). Não é necessário argumentar ou contender com outras pessoas em relação a nossas crenças. Não é preciso colocar-nos na defensiva ou tornar-nos beligerantes. Nossa posição é sólida; a Igreja é verdadeira. Precisamos apenas ter uma conversa, como fariam amigos na mesma sala, sempre guiados pelos sussurros do Espírito e constantemente recordando-nos da Expiação do Senhor Jesus Cristo, que nos lembra de como são preciosos os filhos de nosso Pai nos céus.

Que o Senhor abençoe cada um de vocês para que exerçam uma enorme influência naqueles com os quais entrarem em contato. Como disse no início, o poder das palavras é incrível. Que sua voz seja ouvida nesta grande causa do evangelho de Jesus Cristo.

Adaptado de um discurso proferido na Universidade Brigham Young–Havaí, em 15 de dezembro de 2007.

Nota:

1. Edward Bulwer-Lytton, Richelieu, ato II, cena II, in John Bartlett, comp., Familiar Quotations, 14ª ed. (1968), p. 601.