Nov

20

Aproveitando o dia de eleição, um grupo de Estados americanos incluiu no pleito propostas sobre diversos assuntos, incluindo mudanças na legislação sobre aborto, drogas, educação e casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em três desses Estados – Califórnia, Flórida e Arizona -, a maioria da população optou por dizer não ao casamento gay. No caso da Califórnia, cerca de 52% dos eleitores decidiram aprovar a inclusão na Constituição estadual da seguinte frase: “Apenas o casamento entre um homem e uma mulher é válido e reconhecido na Califórnia”.

Inconformados, cerca de dois mil homossexuais californianos organizaram muitos protestos contra a proibição, conhecida como Proposition Nº 8. Parte desses protestos concentrou-se ao redor do Templo Mórmon de Los Angeles, provocando o fechamento temporário do templo.

Protestando na frente do templo mormon

Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra a Igreja por ter apoiado a Proposta 8 e incentivado os membros a apoiá-la inclusive com doações financeiras. Os membros californianos da Igreja atenderam ao chamado da Primeira Presidência e, segundo estimativas, doaram ao todo cerca de US$ 20 milhões à causa vencedora. Por isso, os homossexuais revoltados acusam a Igreja de ter comprado o resultado, dentre outras calúnias bem menos suaves.

Gay protestando na frente do templo mormon

No cerco que promoveram ao Templo de Los Angeles, os enraivecidos defensores da causa gay picharam e escalaram seus muros gritando “Vergonha!” e “Fanáticos!”. O site do jornal Los Angeles Times publicou dezenas de fotos dos manifestantes escalando os muros do templo, fazendo sinais e, nos casos mais inflamados, sendo presos pela polícia. De acordo com notícias, um ativista gay ligou para o templo dizendo que estariam protestando do lado de fora em caráter permanente enquanto o casamento gay não fosse legalizado. Dentre as pichações no muro do templo lia-se “Voltem para Utah” e “Mórmons vão para o inferno”.

Manifestantes pedem que os Mormons sejam banidos (da California ou do mundo?)

Ainda segundo notícias, os manifestantes prometeram perseguir a Igreja, atacar sua condição de isenta de impostos e infernizar a vida dos membros que fizeram doações em dinheiro à causa anti-casamento gay, relacionados no site Mormonsfor8.com.

Um artigo do site FamilyLeader.info conta que um membro da Igreja residente na área comentou o episódio dizendo: “Não entendo bem a reposta de nossa polícia (embora eu mesmo seja policial). Se isso estivesse acontecendo em uma sinagoga de judeus ou em uma igreja católica, estaríamos prendendo pessoas por crime de ódio. Tal como as coisas estão neste momento, os manifestantes estão sentados no muro do templo e a polícia está no chão, do lado de dentro. Membros da Igreja em nossa região foram convocados na noite passada para irem à sede da estaca e passarem a noite lá para proteger o edifício do vandalismo – é como se fosse há 150 anos”.

Curiosamente, a política de raivosa intimidação promovida pelos ativistas gays contra a Igreja deixou de lado todas as demais agremiações religiosas que também apoiaram a Proposta 8. Embora nenhum prédio de outras igrejas tenha sido atacado como foi o Templo de Los Angeles, gays e aliados têm destilado veneno contra cristãos de modo geral.

Um artigo do site WorldNetDaily.com observa que blogs gays têm efervescido em ameaças contra os que professam crença em Cristo. “Queimem suas igrejas e depois cobrem impostos das cinzas”, escreveu um ativista gay em um blog. Em outro, alguém disse: “Espero que os anti-8 tenham facas bem grandes”. Escreveu-se também: “Alguém na Califórnia poderia botar fogo nos templos mórmons de lá, POR FAVOR? Falo sério! Façam isso!”

Ameaças contra a vida também foram feitas pelos gays, segundo o WorldNetDaily. Um deles disse: “Creia-me: tenho uma longa lista de nomes de mórmons e católicos que foram grandes apoiadores da Proposta 8… Aconselho-os a tomarem cuidado”. Outro escreveu: “Se você estiver planejando um casamento heterossexual na Califórnia… esteja preparado para enfrentar os piqueteiros. Designem alguém para tomar conta do estacionamento… Vocês terão muitas despesas inesperadas. Adicionem US$ 500 a seu orçamento para segurança… Estejam preparados para colocar flores em outros locais além da recepção… ou para um gosto esquisito no bolo de casamento. Tenham medo. Tenham muito medo. Estamos em toda parte”.

Em Salt Lake City, cidade onde se situa a sede da Igreja, também houve hostilidades contra ela. Segundo este artigo (com vídeo) do KLS.com, entre 3 e 5 mil pessoas se concentraram ao redor da Praça do Templo gritando ofensas contra a Igreja. Testemunhas disseram que houve quem fizesse ameaças de morte ao Presidente da Igreja, Thomas S. Monson.

Mas entre os gays também há pessoas de bom senso que, embora aborrecidas, condenam tais atitudes extremadas. De acordo com o artigo do WorldNetDaily, Matt Barber, diretor de assuntos culturais do Liberty Counsel, chamou as ameaças de “crimes de ódio” por seu intento de gerar violência contra alguém por causa de sua crença e convocou o Human Rights Project, o National Gay and Lesbian Task Force e “outros líderes dentro do lobby homossexual” a incentivar o fim de tais ameaças.

Em resposta aos prostestos, a Igreja pronunciou-se dizendo:

É perturbador que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tenha sido a única a levantar a voz como parte de seu direito democrático em uma eleição livre.

Os membros da Igreja na Califórnia e milhões de outros de todas as religiões, etnias e afiliações políticas que votaram a favor da Proposição 8 exerceram o mais sacrossanto e individual direito dos Estados Unidos: o de livre expressão e voto.

Apesar de aqueles que discordam de nossa posição terem o direito de fazerem seus sentimentos serem conhecidos, é errado transformar a Igreja e seus lugares sagrados de adoração em alvo, já que são parte do processo democrático.

Novamente, conclamamos aos envolvidos no debate sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo a agir em espírito de respeito mútuo e civilidade uns para com os outros. Ninguém, em nenhum dos lados da questão, deve ser difamado, perseguido ou submetido a informação errônea.

Sensibilizada por tais eventos, a Igreja Católica Apostólica Romana prestou apoio formal a A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na luta pela família e contra o casamento gay.

Estas informações tão bem apresentadas vem do blog to Marcelo Todaro. Eu acrescentei algumas fotos e quero somente dizer que como cristãos e membros da Igreja de Jesus Cristo dos santos dos Últimos Dias (Mormons) temos o dever de oferecer amor até para aqueles que nos perseguem. O fato que o ódio dos que apoiavam o Não para Proposição 8 foi mais pronunciado contra os mórmons não deveria surprender, pois isto é que acontece aos verdadeiros discípulos de Cristo. O mundo não entende os princípios do evangelho e os rejeita, e os verdadeiros cristãos são chamados a ser defensores dos princípios corretos, mesmo quando estes não são populares. Muitos acusaram os mórmons de odiar os gays, mas isto não é verdadeiro. Os membros da igreja de Jesus Cristo estão defendendo o casamento como foi estabelecido por Deus e procuram fazer isto seguindo as leis do país, de uma maneira respeitosa mas firme, apesar das intimidações. Os mórmons procuram amar todos os homens, mesmo que não tenham os mesmos valores e crenças, mas amar não quer dizer estar aceitar aquilo que está errado.

A luta que comecou no céu está continuando aqui na terra.

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Ago

26

Eu sei que este é um tópico bem difícil. Os Mórmons, por princípios, devem amar a todos os homens, mas amar não significa abandonar os princípios corretos. Deus ama o mundo, mas não nos dá tudo o que pedimos.

Presidente Hinckley disse:

As pessoas perguntam sobre nossa posição sobre aqueles que se consideram os assim chamados gays e lésbicas… Nós os amamos como filhos e filhas de Deus. Eles podem ter certas inclinações que são poderosas e que podem ser muito difíceis de controlar… se eles não agirem nestas inclinações, então eles podem seguir adiante assim como todos os outros membros da Igreja. Se eles violarem a lei da castidade e os padrões morais da Igreja, então eles estão sujeitos às disciplinas da Igreja, assim como todos os outros estão“. (ver Ensign, novembro de 1998: 70).

Eu aprendi várias coisas nesta declaração:

1.      Existem pessoas que se consideram gays ou lésbicas, mas não é correto dizer que “eles são gays ou lésbicas” como se suas situações fossem imutáveis ou como se fossem diferentes de outras pessoas.

2.      Eles são dignos de receber ajuda e amor assim como todos os outros filhos de Deus

3.      A Igreja reconhece que eles podem estar passando por dificuldades

4.      Suas inclinações não determinam suas ações, portanto eles são responsáveis assim como qualquer outra pessoa (que podem ter outras inclinações que não estão em harmonia com os padrões da Igreja).

Ontem eu estava lendo um livro de A. Dean Bird, chamado Mórmons & Homossexualidade, e está claro neste livro que um ponto importante é decidir se o homossexualismo é uma doença de nascença ou não, porque quando as pessoas sempre pensam que os homossexuais são sempre dessa maneira, eles tendem a apoiar mais o direito dos gays.

Ele diz:

Embora não haja provas cientificas para apoiar a noção que a homossexualidade é algo de nascença, os ativistas gays das organizações de saúde mental e da mídia continuam a clamar a noção “nascidos assim”.

D. Bird explica como os ativistas gays em 1973 conseguiram pressionar a Associação Americana de Psiquiatria ao ponto que “pelo voto de 5.845 contra 3.810, a homossexualidade foi eliminada como uma categoria diagnosticável do manual de psiquiatria, fazendo, pela primeira vez na história da saúde, que um diagnóstico foi decidido por voto popular, ao invés de evidências científicas“.

Muito interessante! A conseqüência é que A Associação Americana de Psiquiatria estabeleceu preceitos de que os diagnósticos médicos e psicológicos são sujeitos a fatores políticos.

Da mesma forma, muitas proclamações por organizações nacionais são simplesmente ativismos mascarados como ciência (p. 22-23).

Agora este ativismo está empurrando para um ponto que é ilustrado pelo e-mail que recebi hoje: A Suprema Corte da Califórnia, que recentemente legalizou o casamento de pessoas do mesmo sexo, regularizou por 7 votos a 0 que o direito dos homossexuais triunfa sobre a liberdade religiosa. A regra proíbe médicos, que por suas convicções Cristãs, de não dar tratamentos médicos desnecessário para os gays e lésbicos. A lei diz que sobre a lei do estado os direitos de orientação sexual prevalecem sobre a liberdade religiosa.

Justice Joyce Kennard escreveu na lei que dois médicos Cristãos responsáveis por fertilização humana que se recusaram a inseminar artificialmente uma lésbica não tem o direito de falar gratuitamente nem tem uma isenção religiosa da lei do estado, a qual “impõe a estabelecimentos comerciais certas obrigações contra discriminações”.

Médicos da cíinica Cristã indicaram a lésbica a outra clínica, mas a lésbica recusou a sua indicação – exigindo que a clínica Cristã realizasse o procedimento. Quando os médicos Cristãos recusaram a violar suas convicções religiosas, a lésbica processou os médicos e a Suprema Corte deu a ela a vitória do caso.

Por que eles têm que forçar estes médicos a realizarem um procedimento que eles não aprovam? Não existem outros médicos suficientes que podem fazer isso? Para mim parece que os ativistas gays estão desejosos de defender seus direitos, mas eles facilmente violam ou triunfam sobre os direitos de outras pessoas.

Tem muito mais a se dizer, mas isso é o suficiente. Os Mórmons tentam amar todos os filhos e filhas de Deus, incluindo aqueles que têm tendências homossexuais. Entretanto, os Mórmons acreditam que agir de acordo com essas tendências é muito errado. Finalmente, uma vez que vivemos em uma sociedade democrática, os Mórmons acreditam que se os gays têm o direito de promover suas causas, todas as outras pessoas também têm o mesmo direito.

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